Please use this identifier to cite or link to this item: http://hdl.handle.net/2445/113642
Title: The aesthetic of Lisbon: Writing and practices during the early 20th century
Author: Verheij, Gerbert
Director: Cabezas Gelabert, Lino
Ricart Ulldemolins, Núria
Keywords: Ventura Terra, Miguel, 1866-1919
Disseny urbà
Art públic
Espais públics
Estètica arquitectònica
Lisboa (Portugal)
Urban design
Public art
Public spaces
Architectural aesthetics
Lisbon (Portugal)
Issue Date: 7-Jul-2017
Publisher: Universitat de Barcelona
Abstract: [eng] This study tries to tackle the notion of “urban aesthetics” as it was articulated throughout the first three decades of the 20th century in Portuguese writing on the city, and practised in different forms of spatial production. A diffuse vocabulary – estética urbana, estética citadina, estética da cidade, das edificações, da rua… – signals a persistent understanding of the city as a work of art, both in the way it was experienced – an “urban aesthetic” – and contrived – an “urban aesthetics.” The general ambition of this study is to give visibility to and to reconstruct the conditions of legibility of this set of writings and practices which responded to the once alluring call of the aesthetic. The territory elected to trace the conceptual and practical unravelling of these ideas – so intricately linked to the particularities of place – is Lisbon. In this city, the topic becomes almost unavoidable in writings on urban presents and futures after 1900. Aesthetic arguments were consistently and insistently employed to critically describe urban beauty or, more frequently, urban ugliness, to advocate aesthetic improvement and to justify or criticize concrete ideas and projects. This phenomenon is studied against a background of intense international exchange during this formative phase of the modern planning disciplines, from Town and City Planning to Städtebau and Urbanisme. Aesthetic considerations were manifestly present, and it is argued that aesthetic discourse in Lisbon signals the reception of internationally circulating ideas, words, images and people. More precisely, this study proceeds to a kind of archaeology of the gaze and discourse of “urban aesthetics,” studying the functions it performed within different social, cultural and political contexts and the relations and tensions with relevant urban realities which pervaded it. One conclusion is that the notion of an “urban aesthetics” remained ill-defined, a common place relying on shared adversity to the modern urban landscape rather than any explicit program or solution. Subsequently, the assimilation by municipal regulation and institutions of public demands of “aesthetic supervision” is reconstructed. The four years of municipal council activity of the architect Miguel Ventura Terra, from 1908 to 1913, were crucial in this tentative articulation of actual practices of aesthetic control and urban design, even if along the subsequent decades they were never given the desired legal and institutional breath. Finally, during the 1930s the vocabulary of “urban aesthetics” was appropriated by a new generation of architects, urban planners and politicians and put at the service of the urban ideals of a dictatorial New State, signalling the persistence of aesthetic considerations in the local institution of the discipline of planning. An epilogue proposes that the viewpoint of urban aesthetics can contribute to new perspectives over the production and experience of Lisbon during the first decades of the 20th century.
[spa] ciudad y los diferentes modos de hacer cuidad durante las primeras tres décadas del siglo XX. Un copioso vocabulario – estética urbana, estética citadina, estética da cidade, das edificações, da rua… – señala un entendimiento persistente de la ciudad experimentada y deseada como obra de arte. La aspiración global de la investigación es dar visibilidad y reconstruir las condiciones de legibilidad a este conjunto de escritos y prácticas que respondían a la llamada antes atractiva del estético. Lisboa es el territorio elegido para rastrear su enredo conceptual y material. Sobre todo a partir de 1900 el tema se http://diposit.ub.edu/dspace/password-loginvuelve una parada casi obligatoria en escritos sobre el presente y futuro de la ciudad. El uso de argumentos de carácter estético para describir críticamente la belleza o, más comúnmente, la fealdad urbana, para promover mejoras estéticas o para justificar o criticar ideas y proyectos concretos era consistente e insistente. En el trasfondo se apunta el cerrado intercambio internacional durante la formación de las modernas disciplinas urbanísticas, de la Town and City Planning a la Städtebau y el Urbanisme. Dentro del horizonte disciplinar, las consideraciones estéticas tenían lugar relevante, y el desarrollo de la “estética urbana” en Lisboa es interpretado como manifestación de la recepción de ideas, palabras, imágenes y personas que circulaban internacionalmente. Asimismo, se propone una especie de arqueología de la mirada y del discurso de la “estética urbana,” estudiando las funciones que la noción ejercía en distintos contextos sociales, culturales y políticos y las relaciones y tensiones que nacían del embate con realidades urbanas relevantes. Una de las conclusiones es que la noción de “estética urbana” apenas se definía; era un lugar común que se alimentaba más de la hostilidad compartida ante el moderno paisaje urbano que de un programa o solución explícito. Por otro lado, se indaga como las exigencias de la opinión pública de “supervisión estética” eran asimiladas o no en ordenanzas e instituciones municipales o nacionales. Los cuatro años en los que el arquitecto Miguel Ventura Terra integró el ayuntamiento de la ciudad, de 1908 a 1913, resultan decisivos en el pretendido despliegue de prácticas eficaces de controlo estético y diseño urbano, incluso cuando no recibieron la deseada amplitud legal e institucional durante las dos décadas siguientes. Después de 1926 el vocabulario de la “estética urbana” fue, por ende, apropiado por una nueva generación de arquitectos, urbanistas y políticos y puesta al servicio de los ideales urbanos de la dictadura del Estado Novo, sugiriendo que motivos estéticos persistan en la constitución de la moderna disciplina urbanística. Un epílogo propone que la mirada hacia y desde la estética urbana puede contribuir a esbozar nuevas perspectivas sobre la producción y experiencia de la ciudad de Lisboa durante las primeras décadas del siglo XX.
[por] Este estudo aborda a noção de “estética urbana” ou “da cidade,” tal como foi formulada durante as primeiras três décadas do século XX em escritos sobre a cidade, e praticada em diferentes formas de produção de espaço. Um profuso vocabulário – estética urbana, estética citadina, estética da cidade, das edificações, da rua… – assinala um entendimento persistente da cidade experimentada e desejada como obra de arte. A ambição global deste estudo é a de dar visibilidade a e reconstruir as condições de legibilidade deste conjunto de escritos e práticas que respondiam ao apelo outrora tentador do estético. O território elegido para rastrear a trama conceptual e prática destas ideias – tão intrincadamente ligadas às especificidades do lugar – é Lisboa. Sobretudo a partir de 1900 o tema torna-se passagem quase obrigatória em escritos sobre o presente e o futuro da cidade. Argumentos de carácter estético eram mobilizados de forma consistente e insistente para descrever criticamente a beleza e, mais comummente, a fealdade urbanas, para promover “embelezamentos” e para justificar ou criticar ideias e projectos concretos. Este fenómeno é visto contra o fundo de um denso intercâmbio internacional durante a formação das modernas disciplinas urbanísticas, da Town and City Planning à Städtebau e ao Urbanisme. Neste panorama, considerações estéticas marcavam presença, e o florescimento da “estética urbana” em Lisboa é entendida como sintoma da recepção desta circulação internacional de ideias, palavras, imagens e pessoas. Mais especificamente, este estudo propõe uma espécie de arqueologia do olhar e do discurso da “estética urbana,” estudando as funções desempenhadas por este termo em diferentes contextos sociais, culturais e políticos e as relações e tensões que nasciam do seu confronto com realidades urbanas relevantes. Uma conclusão é que a noção de “estética urbana” ficou por definir; era um lugar comum que dependia mais de uma animosidade partilhada perante a moderna paisagem urbana do que um programa ou solução explícita. De seguida, a assimilação (e não-assimilação) das exigências públicas de “supervisão estética” em regulamentos e instituições municipais ou nacionais é rastreada. Os quatro anos em que o arquitecto Miguel Ventura Terra foi vereador da cidade, entre 1908 e 1913, revelam-se cruciais nesta tentativa de articular práticas efectivas de controlo estético e desenho urbano, mesmo se durante as duas décadas subsequentes estas nunca receberam a desejada abrangência legal e institucional. A partir de 1926 o vocabulário da “estética urbana” foi apropriado por uma nova geração de arquitectos, urbanistas e políticos, e posto ao serviço dos ideais urbanos da ditadura do Estado Novo, sinalizando a persistência de motivos estéticos na constituição da moderna disciplina urbanística. Um epílogo propõe que o olhar para e desde a estética urbana pode contribuir a trazer novas perspectivas sobre a produção e experiência da cidade de Lisboa durante as primeiras décadas do século XX.
URI: http://hdl.handle.net/2445/113642
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